O espírito do Natal sempre é lembrado em dezembro. Todos os anos, as famílias se reúnem para comemorar a vida, a fraternidade, a caridade... E tudo em Meu nome. Balela. Tudo balela.
Estou farto de ver pessoas usando o Meu santo nome em vão. O Meu e o do tal Papai Noel, que é um cara que, dizem, sai por aí distribuindo presentes. Na verdade, daqui de cima só o vejo, atualmente, como um grande (no sentido literal da palavra) homem de uniforme vermelho fazendo grana para os outros por aí. E os outros não são criancinhas inocentes que mandam cartas (ou e-mails) pedindo pequenas felicidades.
É uma vergonha que as pessoas sejam tão dissimuladas a ponto de insistirem em dizer que o Natal é uma data religiosa. Por favor, admitam que é uma estratégia puramente comercial, mais uma maneira das pessoas competirem entre si pelos melhores presentes, se exibirem para os familiares distantes, contarem vantagem, usarem roupas pomposas... Nem se espera mais até a meia-noite para a ceia. Missa do galo? Só se for com o gato do padre Fábio. Nem vou comentar isso... Já transformaram até mesmo o dia que foi dado à minha escolhida, Maria (ou Nossa Senhora Aparecida, para alguns), em Dia das Crianças. Oras, o que será que dá mais dinheiro? Mas essa é outra canalhice...
Assim como o Papai Noel do shopping, estou de saco cheio de tudo isso. Feliz Natal.
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